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O salto qualitativo que a Metodologia Científica proporcionou à Engenharia de Avaliações no Brasil a partir da metade da década de 70 somente foi possível graças à dedicação e perseverança de profissionais estudiosos e experientes na análise do comportamento do mercado imobiliário.
Estes profissionais, atuando sempre de forma isolada, encontraram grandes obstáculos no avanço da técnica avaliatória, principalmente em barreiras corporativas impostas por algumas entidades de classe dirigidas por profissionais resistentes à evolução científica.
Após várias tentativas dessa escola, junto às entidades corporativas tradicionais, de consolidar a avaliação de bens como uma atividade de engenharia, utilizando as ferramentas científicas adequadas e eficientes de análise do mercado, não houve qualquer possibilidade de mudança da mentalidade institucional dessas organizações.
A partir de meados da década de 90 a SOBREA começou a ser discutida por um grupo de profissionais que priorizam a metodologia científica como alternativa ética, honesta e imparcial de extrair das informações do mercado e a forma como se relacionam seus agentes.
As conclusões da NBR 14.653, a qual equiparou o tratamento dos dados de mercado por fatores subjetivos ao tratamento científico objetivo, por fortes pressões corporativistas da escola clássica de avaliações, o que permitiu o avanço dos corretores de imóveis sobre nossa atividade, foi o ponto fulcral que acelerou a criação da Sociedade Brasileira de Engenharia de Avaliações - SOBREA.
Instituída em 13 de Maio de 2005, surge como salvaguarda daqueles que fazem da Engenharia de Avaliações muito mais do que um simples trabalho remunerado, mas um trabalho científico de engenharia capaz de contribuir socialmente além de evoluir na busca do conhecimento.
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